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Ansiedade

Crise de Ansiedade: O Que Fazer e Quando Buscar Ajuda

Uma crise de ansiedade pode trazer medo intenso, coração acelerado, respiração curta, tremores, suor, tontura e sensação de perda de controle. Embora a experiência seja muito assustadora, tentar entender o que está acontecendo e reduzir os estímulos ao redor pode ajudar até que o pico diminua.

Este conteúdo é educativo e não substitui avaliação. Sintomas como dor forte no peito, desmaio, confusão, dificuldade respiratória importante ou um quadro diferente do habitual devem ser avaliados por um serviço de saúde, pois outras condições podem apresentar sinais parecidos.

O que fazer durante a crise

Se for seguro, interrompa o que está fazendo e vá para um local mais tranquilo. Apoie os pés no chão e observe elementos concretos do ambiente: cores, sons e objetos. Isso ajuda a deslocar a atenção do ciclo de medo para o momento presente.

Tente tornar a expiração um pouco mais longa que a inspiração, sem puxar o ar com força e sem prender a respiração. Afrouxe roupas apertadas e lembre-se de que lutar contra cada sensação pode aumentar o alarme. Se estiver acompanhando alguém, fale com calma, permaneça por perto e evite frases que minimizem a experiência.

O que evitar

Evite dirigir, consumir mais cafeína, usar álcool ou medicamentos sem orientação para tentar interromper a crise. Também não é útil exigir que a pessoa 'se acalme' imediatamente. O organismo precisa de tempo para reduzir a ativação.

Pesquisar repetidamente sintomas durante o pico pode alimentar interpretações catastróficas. Anote depois o contexto, a duração aproximada e o que ajudou; essas informações podem ser úteis em uma avaliação profissional.

Quando procurar atendimento de urgência

Procure urgência quando for a primeira crise com sintomas físicos intensos, quando houver dor no peito importante, perda de consciência, lesão, dificuldade respiratória persistente ou dúvida sobre a origem dos sinais. Pessoas com condições cardíacas ou respiratórias devem seguir a orientação de seu médico.

Se houver pensamentos de morte, autoagressão ou risco imediato, não permaneça sozinho: acione uma pessoa de confiança e procure emergência. O SAMU atende pelo 192 e o CVV oferece apoio emocional pelo 188.

Cuidado depois da crise

Depois que o pico passa, pode surgir exaustão e medo de uma nova crise. Evitar todos os lugares associados ao episódio pode ampliar as limitações ao longo do tempo. Uma avaliação psicológica ajuda a compreender gatilhos, padrões de ansiedade e as condições que mantêm esse ciclo.

A psicoterapia não se resume ao manejo do momento agudo. Ela oferece espaço para investigar o sentido do sofrimento e construir recursos de cuidado compatíveis com a história de cada pessoa.

Dra. Ana Angélica, psicóloga em Itumbiara
Dra. Ana AngélicaPsicóloga · CRP-09/006976 · Doutora em Psicologia · Especialista em Psicopatologia Clínica

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Perguntas frequentes

Dúvidas sobre o tema

Quanto tempo dura uma crise de ansiedade?
A duração varia. O pico costuma diminuir gradualmente, mas desconforto e cansaço podem permanecer. Uma avaliação individual é importante.
Crise de ansiedade e infarto são iguais?
Não, mas alguns sintomas podem se parecer. Dor forte no peito, desmaio ou falta de ar persistente exigem avaliação de urgência.
Devo respirar dentro de um saco?
Não. Essa prática pode ser perigosa em algumas condições. Prefira respirar sem força, com expiração suave e mais longa.
Psicoterapia ajuda a prevenir novas crises?
Pode ajudar a compreender gatilhos, padrões e conflitos envolvidos, além de apoiar a construção de recursos para lidar com a ansiedade.